Sentidos
Estamos todos sentidos
Em todos os sentidos
Quando aguçados todos os sentidos
Só os amores são todos sentidos
Sentido!
Meia-volta eu volvo, pois faltam-me sentidos
Permaneço então sentado.
O que faz um homem ao descobrir que em sua vida
Tudo o que sente não passa de meras sensações?
Fala que eu te escuto (!)
David's gone
I saw his plane tearing the gray cloudy sky. I sent him a kiss but of course he may not have felt it. Five minutes after he got on the plane, it rang a bell. God, I'm gonna miss him. Once again the floor under my feet started cracking. I figured it out. It all was a big mistake. Now I'm in love with a figure. A father figure. Who will always come and go. Now I'm tied. Tied to a feeling which I can't even explain. Which I don't even know if I really feel or if I created. Now expectations will come up. And how I hate expectations! In that plane there was a hope that I've been fighting. But it won. And now I'm gonna be anxious for the next time, smoking thousands of cigarettes, listening to thousands of killing songs, eating thousands of fears. And I may like it. And I'll learn and grow up with it. As always. Good-bye, David. Until the next plane.
Domingo, Outubro 16, 2005
David's gone
I saw his plane tearing the gray cloudy sky. I sent him a kiss but of course he may not have felt it. Five minutes after he got on the plane, it rang a bell. God, I'm gonna miss him. Once again the floor under my feet started cracking. I figured it out. It all was a big mistake. Now I'm in love with a figure. A father figure. Who will always come and go. Now I'm tied. Tied to a feeling which I can't even explain. Which I don't even know if I really feel or if I created. Now expectations will come up. And how I hate expectations! In that plane there was a hope that I've been fighting. But it won. And now I'm gonna be anxious for the next time, smoking thousands of cigarettes, listening to thousands of killing songs, eating thousands of fears. And I may like it. And I'll learn and grow up with it. As always. Good-bye, David. Until the next plane.
Fala que eu te escuto (!)
Eu sou um pontinho
Os dias passam e eu sou um ponto.
Um pequeno ponto.
Minúsculo.
Microscópico.
Nanométrico.
Ridículo.
Eu sou um ponto.
Um mísero pontinho.
.
Esse aí sou eu.
Um ponto.
Queria ser dois pontos:
Às vezes sou:
Mas a maior parte do tempo sou apenas um ponto.
Pontinho.
Ponto.
E ponto.
EU VOU DEIXAR DE ME SENTIR PEQUENO, EU JURO!
No dia que estiver dentro do seu amor.
Meu nobre e amado ponto de interrogação...
Segunda-feira, Setembro 05, 2005
Eu sou um pontinho
Os dias passam e eu sou um ponto.
Um pequeno ponto.
Minúsculo.
Microscópico.
Nanométrico.
Ridículo.
Eu sou um ponto.
Um mísero pontinho.
.
Esse aí sou eu.
Um ponto.
Queria ser dois pontos:
Às vezes sou:
Mas a maior parte do tempo sou apenas um ponto.
Pontinho.
Ponto.
E ponto.
EU VOU DEIXAR DE ME SENTIR PEQUENO, EU JURO!
No dia que estiver dentro do seu amor.
Meu nobre e amado ponto de interrogação...
Fala que eu te escuto (!)
Ginga o Béus
Parafina imitando gelo
Gelo imitando um Natal que não é nosso.
Natal esse em vermelho
E roupas grossas para aturar o inverno...
Inverno?
Eu não conheço o Pólo Norte,
Meu bom velinho...
Eu não quero presente...
Porque meu amiguinho vive na rua?
E eu ganhei esta bicicleta?
Porque você não trouxe nada para ele?
Ele não foi um bom menino?
Porquê Papai Noel não tem filhos?
Porque eu não gosto dos natais?
Será por causa de toda essa tradição
que não nos pertence?
Aliás, em um país católico, subdesenvolvido...
Onde está o presépio este ano?
Escondido em um canto, embaixo de uma árvore de Natal,
Provavelmente um pinheiro...
Essa nossa árvore tão peculiar...
Papai Noel, eu não fui uma boa menina,
Eu sou fruto de um país sem cultura,
sou filha de uma nação sem noção
do que há por trás de tanto consumismo!
Eu nasci no berço do meu amiguinho,
que não vai ganhar presente neste Natal!
Papai Noel, o que são essas luzes
brilhando nos postes das ruas?
Será que nossos homens tentam,
por através delas,
nos devolver as estrelas
que outrora esconderam com sua poluição?
Por fim, Papai Noel...
O que é essa tecnologia?
Que ainda não ajudou todo mundo?
Estes homens deviam ser muito bonzinhos
enquanto garotos, não é mesmo?
Olha só quanta coisa eles conseguiram!
Antes que eu me despeça...
Só esclareça minha última dúvida,
Depois de toda essa modernidade...
Será que Papai Noel toma Viagra?
Domingo, Dezembro 05, 2004
Ginga o Béus
Parafina imitando gelo
Gelo imitando um Natal que não é nosso.
Natal esse em vermelho
E roupas grossas para aturar o inverno...
Inverno?
Eu não conheço o Pólo Norte,
Meu bom velinho...
Eu não quero presente...
Porque meu amiguinho vive na rua?
E eu ganhei esta bicicleta?
Porque você não trouxe nada para ele?
Ele não foi um bom menino?
Porquê Papai Noel não tem filhos?
Porque eu não gosto dos natais?
Será por causa de toda essa tradição
que não nos pertence?
Aliás, em um país católico, subdesenvolvido...
Onde está o presépio este ano?
Escondido em um canto, embaixo de uma árvore de Natal,
Provavelmente um pinheiro...
Essa nossa árvore tão peculiar...
Papai Noel, eu não fui uma boa menina,
Eu sou fruto de um país sem cultura,
sou filha de uma nação sem noção
do que há por trás de tanto consumismo!
Eu nasci no berço do meu amiguinho,
que não vai ganhar presente neste Natal!
Papai Noel, o que são essas luzes
brilhando nos postes das ruas?
Será que nossos homens tentam,
por através delas,
nos devolver as estrelas
que outrora esconderam com sua poluição?
Por fim, Papai Noel...
O que é essa tecnologia?
Que ainda não ajudou todo mundo?
Estes homens deviam ser muito bonzinhos
enquanto garotos, não é mesmo?
Olha só quanta coisa eles conseguiram!
Antes que eu me despeça...
Só esclareça minha última dúvida,
Depois de toda essa modernidade...
Será que Papai Noel toma Viagra?
Fala que eu te escuto (!)
O Sol ainda brilhante, o silêncio tornava ainda mais difícil abandonar a timidez da primeira vez...
A primeira vez sempre assusta... Será sempre o parâmetro comparativo das próximas!
E se não for ele?
E se eu me arrepender depois?
Não existe cirurgia corretiva para isso, existe?
Deus vai me matar... mas...
E daí?
Ele me tocava...
Como quem toca uma flor!
Era bom, bom não... Maravilhoso...
O toque não era o costumeiro... Desta vez trazia consigo um sentimento inédito, e a curiosidade...
Como será?
Dói?
E os beijos envolviam cada parte do corpo...Envolviam-me por completa...
Era azul, como o céu...
Um sentimento azul! As roupas tendiam a deixar nossos corpos e pouco a pouco não era possível distinguir o "eu" do "você"....
Éramos apenas nós!
Todos os sinais diziam que seria perfeito!
E era...
O medo e a insegurança ainda presentes, iam diminuindo em intensidade, pouco a pouco, restavam como zumbidos até desaparecerem por completo...
Mas e se....
hummmmmmm...
Não se ouviam vozes, apenas ruídos cúmplices do ato que se praticava naquela tarde...
Em cada minuto a inocência se perdia por entre o suor e o desejo,
Desejo...
A mente se perde, ele ainda sobre mim...
Nós!
Agora apenas deixar-se levar, perder os sentidos...
E se ele não gostar?
hummmmmmm...
O racional totalmente esquecido, em off com o mundo, a respiração tornava-se mais densa, ofegante, o silêncio como cúmplice do ato, o ato...
E em um segundo éramos um!
Em um momento em que nada pode ser mais sincero do que o amor que experimentamos...
Não importa o tempo, o que esteja por vir, o elo foi selado, mesmo que efêmero, simplesmente foi!
E há quem diga que não basta uma noite para se decidir sobre o amor...
Realmente, era uma tarde... apenas UMA TARDE ENSOLARADA EM AGOSTO!
Sábado, Novembro 27, 2004
O Sol ainda brilhante, o silêncio tornava ainda mais difícil abandonar a timidez da primeira vez...
A primeira vez sempre assusta... Será sempre o parâmetro comparativo das próximas!
E se não for ele?
E se eu me arrepender depois?
Não existe cirurgia corretiva para isso, existe?
Deus vai me matar... mas...
E daí?
Ele me tocava...
Como quem toca uma flor!
Era bom, bom não... Maravilhoso...
O toque não era o costumeiro... Desta vez trazia consigo um sentimento inédito, e a curiosidade...
Como será?
Dói?
E os beijos envolviam cada parte do corpo...Envolviam-me por completa...
Era azul, como o céu...
Um sentimento azul! As roupas tendiam a deixar nossos corpos e pouco a pouco não era possível distinguir o "eu" do "você"....
Éramos apenas nós!
Todos os sinais diziam que seria perfeito!
E era...
O medo e a insegurança ainda presentes, iam diminuindo em intensidade, pouco a pouco, restavam como zumbidos até desaparecerem por completo...
Mas e se....
hummmmmmm...
Não se ouviam vozes, apenas ruídos cúmplices do ato que se praticava naquela tarde...
Em cada minuto a inocência se perdia por entre o suor e o desejo,
Desejo...
A mente se perde, ele ainda sobre mim...
Nós!
Agora apenas deixar-se levar, perder os sentidos...
E se ele não gostar?
hummmmmmm...
O racional totalmente esquecido, em off com o mundo, a respiração tornava-se mais densa, ofegante, o silêncio como cúmplice do ato, o ato...
E em um segundo éramos um!
Em um momento em que nada pode ser mais sincero do que o amor que experimentamos...
Não importa o tempo, o que esteja por vir, o elo foi selado, mesmo que efêmero, simplesmente foi!
E há quem diga que não basta uma noite para se decidir sobre o amor...
Realmente, era uma tarde... apenas UMA TARDE ENSOLARADA EM AGOSTO!
Fala que eu te escuto (!)
Inspiração
...
....
.....
A, B, C..
Nada!
Não vem...
(branco)
Deu branco!
Foi-se
A idéia do poema perfeito e,
Da rima exata e,
Da palavra gramaticalmente correta...
O conhecimento do mundo não cabe a mim,
Onde está a inspiração?
Talvez no canto imundo do meu quarto...
...
Não,
Os cantos não são mais imundos do que minha imaginção!
........
(vazio)
Está oca!
A mente não age e o corpo não fala;
Sem movimentos;
Estático;
Cinematicamente impossível!
Inspiração?
Talvez nos quadros tortos da sala...
Desastre!
(?)
Apenas rabiscos...
Giz de cera, lápis de cor;
Dadaísmo;
Cubismo;
Ninguém entende mesmo!
O que fazer e dizer a todos?
Um discurso à la Fidel?
Ou talvez o romantismo político de Evita?
Morrer à la Augusto dos Anjos?
Simplesmente viver?
Talvez a complexidade psicológica de Guimarães e...
É...
A inspiração não veio;
Enquanto as palavras,
Estas sempre encontram o papel!
Sexta-feira, Novembro 19, 2004
Inspiração
...
....
.....
A, B, C..
Nada!
Não vem...
(branco)
Deu branco!
Foi-se
A idéia do poema perfeito e,
Da rima exata e,
Da palavra gramaticalmente correta...
O conhecimento do mundo não cabe a mim,
Onde está a inspiração?
Talvez no canto imundo do meu quarto...
...
Não,
Os cantos não são mais imundos do que minha imaginção!
........
(vazio)
Está oca!
A mente não age e o corpo não fala;
Sem movimentos;
Estático;
Cinematicamente impossível!
Inspiração?
Talvez nos quadros tortos da sala...
Desastre!
(?)
Apenas rabiscos...
Giz de cera, lápis de cor;
Dadaísmo;
Cubismo;
Ninguém entende mesmo!
O que fazer e dizer a todos?
Um discurso à la Fidel?
Ou talvez o romantismo político de Evita?
Morrer à la Augusto dos Anjos?
Simplesmente viver?
Talvez a complexidade psicológica de Guimarães e...
É...
A inspiração não veio;
Enquanto as palavras,
Estas sempre encontram o papel!
Fala que eu te escuto (!)
Óbito
Em poucas palavras:
Esta vida não vale porra nenhuma!
Quinta-feira, Outubro 21, 2004
Óbito
Em poucas palavras:
Esta vida não vale porra nenhuma!
Fala que eu te escuto (!)
Dizer que ama alguém é muito simples.
Se tornam apenas palavras com o tempo.
Eu levei anos negando que fôsse efêmero,
Levei anos defendendo a tese do amor verdadeiro.
Mas o amor se vende aos lotes, aos potes, aos poucos, aos montes...
E acaba...
Murcha, despetala!
É como abrir a janela em um dia de primavera...
Ver flores ao redor...
Depois cochilar na tranquilidade da paisagem relaxante de seu horizonte...
E acordar com árvores nuas no outono...
Você sabe que as flores vão nascer de novo..
Mas você não queria o "de novo!"
E quando você acredita que encontrou o segredo para a eternidade de seus sentimentos, tudo se transforma, novamente, no prazer carnal, cru, nu e vazio!
E não adianta, sinta-se usado, sinta-se amado...
Você não muda!
Porque ainda acreditamos no amor?
Porque, lá no fundo, existe aquela voz que diz que, em algum lugar no mundo, existe alguém que sente o mesmo...
Mesmo que seja efêmero!
Domingo, Setembro 26, 2004
Dizer que ama alguém é muito simples.
Se tornam apenas palavras com o tempo.
Eu levei anos negando que fôsse efêmero,
Levei anos defendendo a tese do amor verdadeiro.
Mas o amor se vende aos lotes, aos potes, aos poucos, aos montes...
E acaba...
Murcha, despetala!
É como abrir a janela em um dia de primavera...
Ver flores ao redor...
Depois cochilar na tranquilidade da paisagem relaxante de seu horizonte...
E acordar com árvores nuas no outono...
Você sabe que as flores vão nascer de novo..
Mas você não queria o "de novo!"
E quando você acredita que encontrou o segredo para a eternidade de seus sentimentos, tudo se transforma, novamente, no prazer carnal, cru, nu e vazio!
E não adianta, sinta-se usado, sinta-se amado...
Você não muda!
Porque ainda acreditamos no amor?
Porque, lá no fundo, existe aquela voz que diz que, em algum lugar no mundo, existe alguém que sente o mesmo...
Mesmo que seja efêmero!
Fala que eu te escuto (!)
Pra quem ainda lembra destes dois... de volta à ativa!
Pra quem não lembra...
Vide "reminiscências"...
Kate: Está um dia bonito hoje, você não acha?
Willian: Sinceramente?...Não!
Kate: Mas eu pensei que você gostasse de dias frios...
Willian: Estando bem acompanhado, os dias frios são, definitivamente, os melhores!
Kate: É minha impressão ou você está me "paquerando" há algum tempo?
Willian: Da onde você tirou tal idéia?
Kate: Realmente....É...Está frio hoje, não?
Willian: Não!
Kate: ...Como eu imaginava!
Sexta-feira, Junho 25, 2004
Pra quem ainda lembra destes dois... de volta à ativa!
Pra quem não lembra...
Vide "reminiscências"...
Kate: Está um dia bonito hoje, você não acha?
Willian: Sinceramente?...Não!
Kate: Mas eu pensei que você gostasse de dias frios...
Willian: Estando bem acompanhado, os dias frios são, definitivamente, os melhores!
Kate: É minha impressão ou você está me "paquerando" há algum tempo?
Willian: Da onde você tirou tal idéia?
Kate: Realmente....É...Está frio hoje, não?
Willian: Não!
Kate: ...Como eu imaginava!
Fala que eu te escuto (!)
Introversão
Não há saídas
Que não defrontem com meu próprio eu.
Posso disfarçar minha raiva,
Jamais meu amor!
Não tenho um ego auto-sustentável
Como aquele que me exibes agora!
Preciso de carinho, afago, um beijo!
Enquanto te conquistam com um "olá";
Eu não esqueço olhares,
Mesmo aqueles mudos,
Que mudam todo o meu dia...
Não me contento com pouco,
Preciso de mais emoção,
Pulso, impulso,
E mais um beijo para me convencer
Que a vida não é mais simples
Do que os momentos felizes,
Em que muitos se questionam
E não existem respostas...
Todo mundo guarda dentro de si
Um pouco de solidão!
Quarta-feira, Junho 23, 2004
Introversão
Não há saídas
Que não defrontem com meu próprio eu.
Posso disfarçar minha raiva,
Jamais meu amor!
Não tenho um ego auto-sustentável
Como aquele que me exibes agora!
Preciso de carinho, afago, um beijo!
Enquanto te conquistam com um "olá";
Eu não esqueço olhares,
Mesmo aqueles mudos,
Que mudam todo o meu dia...
Não me contento com pouco,
Preciso de mais emoção,
Pulso, impulso,
E mais um beijo para me convencer
Que a vida não é mais simples
Do que os momentos felizes,
Em que muitos se questionam
E não existem respostas...
Todo mundo guarda dentro de si
Um pouco de solidão!
Fala que eu te escuto (!)
Mais um dia a dois...
-- Adivinha quem é?
-- "Môre", como vai?
-- Com saudades... Fazem tres dias...
-- Eu tentei te ligar mas você não estava em casa...
-- Tenho trabalhado muito ultimamente e...
E eu nao quero desgastar nossa relação...
Por isso eu acho que devíamos desligar agora...
-- Mas ainda não completamos nem cinco minutos de conversa...
-- E já conseguimos entrar no mesmo assunto de sempre!
-- Acho que precisamos de tempo!
-- Quando?
-- Separados...
-- E é o que você tem a me dizer?
-- Acho que foi você, basicamente, quem me pediu para fazer isso!
-- Ah, claro... A culpa é sempre minha!
Só porque eu disse que não quero desgastar nossa relação...
-- Então vamos renová-la!
Você vai pro seu canto, eu vou pro meu e quando vc achar que a "relação" possa ser reatada, você me liga...
Só não liga se eu não lhe atender...
Eu talvez esteja trabalhando demais...
Ou talvez eu ainda esteja desgastado!
-- Tá vendo? É esse seu cinismo que eu não suporto...
-- É essa sua arrogância que eu não tolero...
-- Eu? Arrogante? Mas bem que você gosta quando minha arrogância deita ao lado do seu cinismo...
-- Cinismo? Olha só quem fala!
-- Realmente não dá mais!
Aliás, esquece que eu existo! Simplesmente suma! Mas vê se some bem... Porque se um dia eu te encontrar na rua pode ser fatal!
-- Concordo: você vai morrer de ciúmes quando vir que eu arranjei alguém melhor... (O que, convenhamos, não será difícil!)
-- Ninguém te aguenta, querido... Acredite!
-- Então estamos quites!
-- Então é só? é isso mesmo o que você quer?
-- Você sabe que não... Mas já que não nos suportamos mais...
-- Não nos suportamos?
Você sabe o quanto é difícil pra mim? Dizer "Eu te amo" e depois perceber que você joga na minha cara cada palavra como se simplesmente vomitasse de volta pra mim meus próprios sentimentos...
-- E você sabe o quanto é difícil pra que eu demonstre o quanto te amo sendo que cada coisa que faço por você é interpretada como cinismo barato e clichês infantis?!
-- E mesmo assim você não muda...
-- Mudar? Mudar o que? Eu te amo, não dá pra mudar isso! Juro que eu tentei!
-- Eu acho que a gente tá brigando por bobagem... Eu preciso te ver... Estou com saudades...
Fiquei com medo do escuro por estar só... lembrei de você, mas você não estava aqui...
-- Posso estar hoje... Talvez amanhã também... depois de amanhã e mais um dia... dois, três... Aceita?
-- Sempre!
-- As sete?
-- e meia...
-- Beijos mil...
-- O dobro!
"Miss you!"
Domingo, Maio 30, 2004
Mais um dia a dois...
-- Adivinha quem é?
-- "Môre", como vai?
-- Com saudades... Fazem tres dias...
-- Eu tentei te ligar mas você não estava em casa...
-- Tenho trabalhado muito ultimamente e...
E eu nao quero desgastar nossa relação...
Por isso eu acho que devíamos desligar agora...
-- Mas ainda não completamos nem cinco minutos de conversa...
-- E já conseguimos entrar no mesmo assunto de sempre!
-- Acho que precisamos de tempo!
-- Quando?
-- Separados...
-- E é o que você tem a me dizer?
-- Acho que foi você, basicamente, quem me pediu para fazer isso!
-- Ah, claro... A culpa é sempre minha!
Só porque eu disse que não quero desgastar nossa relação...
-- Então vamos renová-la!
Você vai pro seu canto, eu vou pro meu e quando vc achar que a "relação" possa ser reatada, você me liga...
Só não liga se eu não lhe atender...
Eu talvez esteja trabalhando demais...
Ou talvez eu ainda esteja desgastado!
-- Tá vendo? É esse seu cinismo que eu não suporto...
-- É essa sua arrogância que eu não tolero...
-- Eu? Arrogante? Mas bem que você gosta quando minha arrogância deita ao lado do seu cinismo...
-- Cinismo? Olha só quem fala!
-- Realmente não dá mais!
Aliás, esquece que eu existo! Simplesmente suma! Mas vê se some bem... Porque se um dia eu te encontrar na rua pode ser fatal!
-- Concordo: você vai morrer de ciúmes quando vir que eu arranjei alguém melhor... (O que, convenhamos, não será difícil!)
-- Ninguém te aguenta, querido... Acredite!
-- Então estamos quites!
-- Então é só? é isso mesmo o que você quer?
-- Você sabe que não... Mas já que não nos suportamos mais...
-- Não nos suportamos?
Você sabe o quanto é difícil pra mim? Dizer "Eu te amo" e depois perceber que você joga na minha cara cada palavra como se simplesmente vomitasse de volta pra mim meus próprios sentimentos...
-- E você sabe o quanto é difícil pra que eu demonstre o quanto te amo sendo que cada coisa que faço por você é interpretada como cinismo barato e clichês infantis?!
-- E mesmo assim você não muda...
-- Mudar? Mudar o que? Eu te amo, não dá pra mudar isso! Juro que eu tentei!
-- Eu acho que a gente tá brigando por bobagem... Eu preciso te ver... Estou com saudades...
Fiquei com medo do escuro por estar só... lembrei de você, mas você não estava aqui...
-- Posso estar hoje... Talvez amanhã também... depois de amanhã e mais um dia... dois, três... Aceita?
-- Sempre!
-- As sete?
-- e meia...
-- Beijos mil...
-- O dobro!
"Miss you!"
Fala que eu te escuto (!)
...Obscuro...
Ainda constam no céu as últimas estrelas.
Meus pecados começam a se expor sob a luz do romper do dia!
Sinto-me nu, como se toda minha vida estivesse lá fora.
Aperto o travesseiro contra o peito, o dia, inevitavelmente, chegará!
Não quero luz, não quero nada além do que me mostra a noite: meu próprio eu!
Tomado de uma fúria repentina, fecho as cortinas, envolvo a casa num manto escuro: nada de luz!
Quem sabe o tempo pare e o dia desista de nascer!
Mas de nada adianta...
Mesmo coberto sob a segurança negra de meus aposentos, não consigo impedir o primeiro pardal que pousa em algum lugar a zombar, com seus "pius", da minha infelicidade: o dia nascera, de novo!
Não, não, não.
Não pode ser verdade!
Recuso-me a levantar da cama, nada me fará deixar o conforto de mais uma noite, nada... exceto...
Não notarão minha falta.
Assim como nunca notam minha presença.
Porque me preocupar?
Volto a insignificância de meu ser, lavo meu rosto em frente ao espelho e sigo, repetindo para mim mesmo, como uma pessoa comum, minhas próprias convicções.
E saio, caminhando pela rua, sob um Sol de trinta graus...
De nada adianta: é só mais um dia vencido pelo cansaço!
Sábado, Abril 17, 2004
...Obscuro...
Ainda constam no céu as últimas estrelas.
Meus pecados começam a se expor sob a luz do romper do dia!
Sinto-me nu, como se toda minha vida estivesse lá fora.
Aperto o travesseiro contra o peito, o dia, inevitavelmente, chegará!
Não quero luz, não quero nada além do que me mostra a noite: meu próprio eu!
Tomado de uma fúria repentina, fecho as cortinas, envolvo a casa num manto escuro: nada de luz!
Quem sabe o tempo pare e o dia desista de nascer!
Mas de nada adianta...
Mesmo coberto sob a segurança negra de meus aposentos, não consigo impedir o primeiro pardal que pousa em algum lugar a zombar, com seus "pius", da minha infelicidade: o dia nascera, de novo!
Não, não, não.
Não pode ser verdade!
Recuso-me a levantar da cama, nada me fará deixar o conforto de mais uma noite, nada... exceto...
Não notarão minha falta.
Assim como nunca notam minha presença.
Porque me preocupar?
Volto a insignificância de meu ser, lavo meu rosto em frente ao espelho e sigo, repetindo para mim mesmo, como uma pessoa comum, minhas próprias convicções.
E saio, caminhando pela rua, sob um Sol de trinta graus...
De nada adianta: é só mais um dia vencido pelo cansaço!
Fala que eu te escuto (!)
Acredito no amor?
(a parte das letras miúdas que ninguém nunca lê)
E se conjugam, dor, amor
Sensação de cansaço
De monotonia e de desprezo
De carinho, de cumplicidade
De rotina e pão com manteiga
Amor é feito de aparas de unha no carpete
E toalhas molhadas em cima da cama
A mesma cama que minutos atrás
Foi palco de cenas não recomendáveis
A senhoras com taquicardia e pressão alta
É mais que as historinhas bonitas
Que contam em livrinhos fofos infantis
É o suor e o conforto
Uísque, dietil e TV
Cafuné e pasta de dente
São dois sem saber limites
Entre o que é meu, seu e nosso
E misturar tudo num liquidificador gigante
E horas achar que é o mais belo sonho
E horas achar que é a mais cruel realidade
E como a vida, o dinheiro e o açúcar
O amor também acaba
E o que resta é dor
E dúvida se era realmente amor
E se haverá nova oportunidade de amar
Ou pelo menos se enganar
E misturar duas vidas
E construir uma história
Cheia de qualidades e defeitos
Cheia de não-me-toques e não-me-deixes
De não-me-julgues e não-me-odeies
Até que a morte os separe
Ou um cara mais bonito, gostoso e inteligente apareça.
Segunda-feira, Abril 12, 2004
Acredito no amor?
(a parte das letras miúdas que ninguém nunca lê)
E se conjugam, dor, amor
Sensação de cansaço
De monotonia e de desprezo
De carinho, de cumplicidade
De rotina e pão com manteiga
Amor é feito de aparas de unha no carpete
E toalhas molhadas em cima da cama
A mesma cama que minutos atrás
Foi palco de cenas não recomendáveis
A senhoras com taquicardia e pressão alta
É mais que as historinhas bonitas
Que contam em livrinhos fofos infantis
É o suor e o conforto
Uísque, dietil e TV
Cafuné e pasta de dente
São dois sem saber limites
Entre o que é meu, seu e nosso
E misturar tudo num liquidificador gigante
E horas achar que é o mais belo sonho
E horas achar que é a mais cruel realidade
E como a vida, o dinheiro e o açúcar
O amor também acaba
E o que resta é dor
E dúvida se era realmente amor
E se haverá nova oportunidade de amar
Ou pelo menos se enganar
E misturar duas vidas
E construir uma história
Cheia de qualidades e defeitos
Cheia de não-me-toques e não-me-deixes
De não-me-julgues e não-me-odeies
Até que a morte os separe
Ou um cara mais bonito, gostoso e inteligente apareça.
Fala que eu te escuto (!)
Na companhia de um ego ausente...
Vou-me embora enquanto resta no céu um fio de esperança e eu possa, com ele, tecer a melhor estrela.
Vou-me embora enquanto a Lua ainda está ardendo e o desejo não cessa no silêncio do prazer inquietante carnal.
Vou-me embora enquanto é noite, para que não me percebam os amantes do dia e, enquanto nenhum raio de luz atinge minha face e transforma minh'alma visível a olhos crus e indignos de tal tristeza, apenas me vou.
Vou-me embora enquanto estiver amando e sofrendo...
E, tendo nos olhos a lágrima presa, vou-me embora para os braços de quem me fez chorar!
Sábado, Abril 10, 2004
Na companhia de um ego ausente...
Vou-me embora enquanto resta no céu um fio de esperança e eu possa, com ele, tecer a melhor estrela.
Vou-me embora enquanto a Lua ainda está ardendo e o desejo não cessa no silêncio do prazer inquietante carnal.
Vou-me embora enquanto é noite, para que não me percebam os amantes do dia e, enquanto nenhum raio de luz atinge minha face e transforma minh'alma visível a olhos crus e indignos de tal tristeza, apenas me vou.
Vou-me embora enquanto estiver amando e sofrendo...
E, tendo nos olhos a lágrima presa, vou-me embora para os braços de quem me fez chorar!
Fala que eu te escuto (!)
Segunda-feira, Abril 05, 2004