As Bodas Natalinas De Herr Geiser
Cada gole, uma sentença. Cada tiro, uma culatra. Antevéspera de Natal:
- Boa tarde, Herr Geiser. As planilhas não estão prontas. Bradarei exaustivamente até que o mundo possa ouvir que o Sr. é o funcionário mais relapso da empresa.
- Boa tarde, Herr Geiser. Nosso happy hour with affair à luz de velas regado a sexo fica prum outro dia. Estou na praia, não te avisei?
- Boa tarde, Herr Geiser. Natal é feliz pra todos, menos pro Grinch e pro Sr.
- Boa tarde, Herr Geiser. O vinho doce acabou. Só tem um seco, encorpado, insípido e altamente alcoólico. Cada gole, uma sentença. Cada tiro, uma culatra.
- Tudo bem - diz Herr Geiser - Eu preciso mesmo me intoxicar. Foi um dia dos mais quentes. Foi um dia dos mais cheios. Foi um dia dos mais deprimentes. Foi um dia dos mais suicidas. Preciso mesmo me intoxicar. Cada gole, uma sentença. Cada tiro, uma culatra. Quero o álcool. Quero o choro. Quero a vela. Quero a morte. Quero o anti-semitismo. Quero não mais me chamar Herr Geiser. Quero me tornar o Liebling Alfred. Me dê mais um litro. Quero sentenças e culatras. Quero não ser eu. Quero chorar. Quero desabafar. Quero ser frágil. Quero ser eu. Quero que me amem. Quero que me idolatrem. Que me reconheçam como beldade artística. Quero estar bêbado. Quero não pensar. Quero que me matem. Pois não terei coragem para fazê-lo. Cada gole, uma sentença. Cada tiro, uma culatra. Este é o vinho bom. Embriaga-me. Mata-me. Ama-me. Faz-me eu. Faz-me não-eu. Faz-me normal. Faz-me feliz. Dane-se Cristo. O Natal sou eu!
E o tititi foi gerado:
- Agora entendo que o que fez Jesus foi nulo. Estava errado em suas palavras.
- "Amai-vos uns aos outros"?
- Não. Me referia ao desrespeito à coerência do mestre-sala de Caná: "Todos servem primeiro o vinho bom e, quando os convidados estão bêbados, servem o pior. Você, porém, guardou o vinho bom até agora." Observando-se a Herr Geiser, fica claro que jamais se deve beber primeiro o vinho pior!
Fala que eu te escuto (!)
Swedish Beer Glass
I wish I was perfect
So perfect as you
I wish I had a life
My abstinence can't follow your brain
And you've gone over and over again
'Something told me the happiness 's 'n alcohol
And I couldn't believe
Until I got drunk
For the first time
When should it be the last time
As if I'd hidden the dirtiest crime
As if you were mine
As if you were at all
Alive, desire, behavior
My savior is myself
As a piece of Nashville
Became a swedish beer glass
I knew that you will
Be exorcized to confess
Your darkest wishes, your puritanism
Your doubtful tears in a lonely bar
Whilst you play fool games
And lose the few money
You've won when you sold your body
To a sacred priest
Who pisses in his pants
Who drinks a bottle of wine
While he rapes a child
While he rapes him wildly
While he rapes, while
I'm under pitiful drugs' effect
Swedish Beer Glass
I wish I was perfect
So perfect as you
I wish I had a life
My abstinence can't follow your brain
And you've gone over and over again
'Something told me the happiness 's 'n alcohol
And I couldn't believe
Until I got drunk
For the first time
When should it be the last time
As if I'd hidden the dirtiest crime
As if you were mine
As if you were at all
Alive, desire, behavior
My savior is myself
As a piece of Nashville
Became a swedish beer glass
I knew that you will
Be exorcized to confess
Your darkest wishes, your puritanism
Your doubtful tears in a lonely bar
Whilst you play fool games
And lose the few money
You've won when you sold your body
To a sacred priest
Who pisses in his pants
Who drinks a bottle of wine
While he rapes a child
While he rapes him wildly
While he rapes, while
I'm under pitiful drugs' effect
Fala que eu te escuto (!)
Domingo eu quero ver...
Relógio...
Metrô!
Relógio...
Outro Metrô!
6, 6 e 15, e 30, e 40...
Vou embora!
Não vou...
"Ring Ring",
Fico!
Sete horas!
Surto!
Bico,
Cara feia,
Palavras tortas,
Sincera!
Chuva!
Mais Chuva!
Ânimo!
Pessoas,
Mais pessoas!
Chopp,
Palavras certas,
Palavras tortas,
Risadas,
Mais ânimo!
Metrô,
Comida,
Casa,
Briga!
Bico,
Cara feia!
Acabou!
Pois é, fora o antes e o depois, o encontro de bloggeiros foi realmente interessante!
Eu pensei que ia ter mais gente, mas quem foi foi realmente quem deveria ir! (ficou redundante, mas é isso!)
E pra todo mundo: eu só não vou descrever um por um por alguns motivos básicos:
1- Isto não é um blog pessoal,
2- Eu não lembro o nome de todo mundo,
3- Eu ainda não conheço bem cada um de vocês (ainda) para dizer minha opinião sincera...(tá bom, Logan, vc não conta! hehehehehe... brincadeira, não se ofenda...)
Domingo, Dezembro 21, 2003
Domingo eu quero ver...
Relógio...
Metrô!
Relógio...
Outro Metrô!
6, 6 e 15, e 30, e 40...
Vou embora!
Não vou...
"Ring Ring",
Fico!
Sete horas!
Surto!
Bico,
Cara feia,
Palavras tortas,
Sincera!
Chuva!
Mais Chuva!
Ânimo!
Pessoas,
Mais pessoas!
Chopp,
Palavras certas,
Palavras tortas,
Risadas,
Mais ânimo!
Metrô,
Comida,
Casa,
Briga!
Bico,
Cara feia!
Acabou!
Pois é, fora o antes e o depois, o encontro de bloggeiros foi realmente interessante!
Eu pensei que ia ter mais gente, mas quem foi foi realmente quem deveria ir! (ficou redundante, mas é isso!)
E pra todo mundo: eu só não vou descrever um por um por alguns motivos básicos:
1- Isto não é um blog pessoal,
2- Eu não lembro o nome de todo mundo,
3- Eu ainda não conheço bem cada um de vocês (ainda) para dizer minha opinião sincera...(tá bom, Logan, vc não conta! hehehehehe... brincadeira, não se ofenda...)
Fala que eu te escuto (!)
Um quarto de meias verdades
Escura,
Tudo parecia empretecer como a cidade,
À sombra do medo e amargura,
Por dentro a lama de sua maldade,
Por fora parecia uma pessoa pura.
E os sonhos, escassos, iam-se à noite
E a noite, minuciosamente, escorria
Por entre seus dedos!
Onde estavam os amigos de mente vazia?
Bebendo e contando segredos?
Onde estavam as mulheres??
A futilidade de prazeres ledos?
E o homem por quem morria?
A sinceridade e a chama
De tudo o que não pôde levar consigo?
Lençóis retorcidos na cama,
Enforcando sentimentos
De um ego procurando abrigo.
Acabou!
Que toquem a melhor de suas valsas
Que conta a estória de uma pessoa só,
Em cima do muro, jogada às traças
Pelos amigos, piedosos, sem dó!
Conta seus segredos,
E abre pra quem quiser ler
O livro de sua medíocre vida:
A essência do seu ser.
Ria, enquanto puder suportar
A infimidade da existência
Sem razão, tem razão!
Não há porque chorar,
Enquanto não houver porquê...
Haverá sempre alguém esperando você!
Um quarto de meias verdades
Escura,
Tudo parecia empretecer como a cidade,
À sombra do medo e amargura,
Por dentro a lama de sua maldade,
Por fora parecia uma pessoa pura.
E os sonhos, escassos, iam-se à noite
E a noite, minuciosamente, escorria
Por entre seus dedos!
Onde estavam os amigos de mente vazia?
Bebendo e contando segredos?
Onde estavam as mulheres??
A futilidade de prazeres ledos?
E o homem por quem morria?
A sinceridade e a chama
De tudo o que não pôde levar consigo?
Lençóis retorcidos na cama,
Enforcando sentimentos
De um ego procurando abrigo.
Acabou!
Que toquem a melhor de suas valsas
Que conta a estória de uma pessoa só,
Em cima do muro, jogada às traças
Pelos amigos, piedosos, sem dó!
Conta seus segredos,
E abre pra quem quiser ler
O livro de sua medíocre vida:
A essência do seu ser.
Ria, enquanto puder suportar
A infimidade da existência
Sem razão, tem razão!
Não há porque chorar,
Enquanto não houver porquê...
Haverá sempre alguém esperando você!
Fala que eu te escuto (!)
De tudo o que restou àquilo que eu não soube definir
Olhos embaciados,
Espelho em cacos,
Vida em pedaços,
Estilhaços...
Partes de uma estória,
Vítimas do acaso,
Uma desilusão à luz de velas.
Uma alusão ao mais cru amor!
Despedaçado...
Solidão à espera,
Noturnas palavras,
Vazias em sentido,
Amplas no dizer,
Nada!
Apenas mais uma sonata
Para alguém já dormente,
Que não virá à janela,
A quem não importam suas melancolias...
Restará o consolo da garrafa de vinho,
Brindando à noite:
Escura,
"Desestrelada"!
Quarta-feira, Dezembro 10, 2003
De tudo o que restou àquilo que eu não soube definir
Olhos embaciados,
Espelho em cacos,
Vida em pedaços,
Estilhaços...
Partes de uma estória,
Vítimas do acaso,
Uma desilusão à luz de velas.
Uma alusão ao mais cru amor!
Despedaçado...
Solidão à espera,
Noturnas palavras,
Vazias em sentido,
Amplas no dizer,
Nada!
Apenas mais uma sonata
Para alguém já dormente,
Que não virá à janela,
A quem não importam suas melancolias...
Restará o consolo da garrafa de vinho,
Brindando à noite:
Escura,
"Desestrelada"!
Fala que eu te escuto (!)
A Fábula Dos Homens
Se eu precisasse de compreensão
Te escreveria?
Se eu precisasse de carinho
Te faria promessas?
Valha-me
Que eu não tenho mais condições
De sofrer pelo que não me apraz
Valha-me
Enquanto eu digo o que me conduz
E tu dizes o que te satisfaz
As luzes já se apagaram
E eu com medo da morte
Percebi que somos nós a praga
Somos nós o vírus
Somos nós a infâmia
E, se exterminados, acaba a dor
E, se exterminados, o mundo é livre
Pra contar a fábula natural
E deixar de contar a fábula dos homens.
Sexta-feira, Dezembro 05, 2003
A Fábula Dos Homens
Se eu precisasse de compreensão
Te escreveria?
Se eu precisasse de carinho
Te faria promessas?
Valha-me
Que eu não tenho mais condições
De sofrer pelo que não me apraz
Valha-me
Enquanto eu digo o que me conduz
E tu dizes o que te satisfaz
As luzes já se apagaram
E eu com medo da morte
Percebi que somos nós a praga
Somos nós o vírus
Somos nós a infâmia
E, se exterminados, acaba a dor
E, se exterminados, o mundo é livre
Pra contar a fábula natural
E deixar de contar a fábula dos homens.
Fala que eu te escuto (!)
O troco... (quer saber o porque do título?? procure nos outros posts os outros diálogos...)
Kate: - Você tem que ser assim??
Willian - (Lá vem de novo...) Assim como?
Kate: - Tão frio... Parece que toda vez que conversamos, fosse como um sacrifício pra você estar me ouvindo...
Willian: - Não é bem assim... é só que... você é que é egoísta!
Kate: - Eu?? Então tá bom, falemos sobre seus problemas... Vamos! Desabafe!
Conte suas estórias... Estarei ouvindo nos próximos... hum... 5 minutos? Tá bom pra você??
Willian: - Se você me der a chance de pronunciar alguma coisa, visto que não parou de falar desde que...
Kate: - Calúnia!
Willian: - Eu não vou mais falar nada...
Kate: - E a novidade?
...
Kate: - Porque você fez isso??
Willian: - Vale mais o sacrifício de provar de seus lábios a ouvir suas lamúrias!
Quarta-feira, Dezembro 03, 2003
O troco... (quer saber o porque do título?? procure nos outros posts os outros diálogos...)
Kate: - Você tem que ser assim??
Willian - (Lá vem de novo...) Assim como?
Kate: - Tão frio... Parece que toda vez que conversamos, fosse como um sacrifício pra você estar me ouvindo...
Willian: - Não é bem assim... é só que... você é que é egoísta!
Kate: - Eu?? Então tá bom, falemos sobre seus problemas... Vamos! Desabafe!
Conte suas estórias... Estarei ouvindo nos próximos... hum... 5 minutos? Tá bom pra você??
Willian: - Se você me der a chance de pronunciar alguma coisa, visto que não parou de falar desde que...
Kate: - Calúnia!
Willian: - Eu não vou mais falar nada...
Kate: - E a novidade?
...
Kate: - Porque você fez isso??
Willian: - Vale mais o sacrifício de provar de seus lábios a ouvir suas lamúrias!